2026 / PT - Porto
Concurso (não construído)
Cliente: Universidade do Porto
Autoria: Nuno Graça Moura
Colaboração: Carlos Castro

Existente

Proposta




















Análise crítica aos pressupostos do programa preliminar
O caderno de encargos prevê a construção de um edifício de aproximadamente 8100m2 de construção, escala complexa para o lugar em questão.
Colocam-se os seguintes problemas:
A ) excesso de volumetria prevista! Torna-se particularmente evidente na zona de menor escala envolvente (a norte).
B ) excesso de construção em cave! Custos irrealistas de construção a prever as caves todas do programa no tipo de solo existente.
C ) dificuldades de organização do programa na “massa” de construção prevista! igualmente dificuldade de iluminação de espaços.
D ) conservar a casa existente com a área geral prevista, põe problemas de escala com as construções novas e adjacentes a uma escala desadequada. a casa pressupõe também a sua continuidade exterior em jardins , que compromete completamente a organização do restante programa e escala das construções;
E ) programa previsto para a casa não cabe ! e obriga sempre à demolição / reconfiguração interior, pervertendo o espírito da sua conservação.
F ) casa existente não tem especial valor patrimonial, arquitectónico, de memória ou outro ; apresenta aspectos construtivos mal resolvidos (ex relação da fachada com cobertura) ; É também um elemento urbano dissonante do plano do séc XIX desta área. Custos de reconstrução elevados.
Proposta de alteração de programa preliminar (recuperação da construção existente)
Atendendo aos pontos referidos em 1., nomeadamente a sugestão de conservação da casa existente, propomos que tal sugestão seja desconsiderada. Acreditamos que as razões são claras e objectivas, não vendo, portanto, vantagem da conservação da mesma.
O novo edifício, pela sua dimensão e programa, passa a ser o principal do conjunto da escola e deve aparecer como tal.
Volumetria e implantação
Em função dos pontos anteriores propomos :
A ) prever o atravessamento geral a todo o complexo de edifício, permitindo a ligação entre o largo da Rua Barão de São Cosme e a Avenida Rodrigues de Freitas, situação urbana particularmente interessante e funcional
B) construção de um pequeno edifício de colmatação de uma empena do edifício mais recente do complexo das Belas Artes.C) construção de um grande edifício que alberga todo o restante programa na zona mais a sul (local da actual casa e jardins). A escala deste adapta-se melhor à dos edifícios envolventes, do que se for construído mais a norte, como previsto no programa preliminar.D) redução máxima da área de construção prevista em cave, desadequada ao programa, geologia do terreno e custos de construção. Consegue-se desta forma também maximizar significativamente as áreas de iluminação directa interior.E) As construções propostas afastam-se das existentes de modo a facilitar a execução, evitar a complexidade de caves encostadas a construções vizinhas e reduzir significativamente custos de obra.F) restante área para jardins de forma a diluir a escala dos vários edifícios na envolvente e permitir espaços de fruição e ligação entre as partes do “campus”. O jardim a norte estende-se em profundidade visual, na continuidade dos logradouros adjacentes.
Distribuição programática / circulações /ligação ao “campus” actual
O programa cumpre integralmente a organização funcional prevista no programa preliminar. Como mencionado prevemos dois edifícios:
a ) edifício de que no canto norte a rematar a empena existente, onde se situará o centro de investigação. Este edifício é concebido por forma a permitir a possibilidade de ligação interior em todos os pisos novos ao edifício existente.
b) edifício geral com todo o restante programa.
A entrada faz-se junto à rua , pelo percurso que percorre todo o campus. Prevê-se uma segunda entrada alternativa (prevendo autonomia funcional) para a galeria de exposições e a biblioteca.
O átrio atravessa transversalmente o edifício e dá acesso às principais partes do programa: biblioteca, sala de exposições, sala da colecção da FBAUP (com particular destaque) e aos espaços de trabalho da escola.
O interior é organizado por um corredor central e estrutura independente em betão, que permite maior flexibilidade de organização de espaços. Este corredor é servido por duas escadas e ascensores, a que se acrescenta um monta-cargas para acesso à colecção e à “Black-box”
Piso de entrada situam- se as áreas de técnicas de impressão, no piso superior as áreas de trabalho de pedra , mosaico, cerâmica e vidro (com acesso directo ao exterior), no seguinte prototipagem, oficinas de fundição. As áreas de vídeo, som, animação, ocupam os dois pisos superiores. A estes junta-se, no piso superior a maior sala, a de desenho, com luz de norte pela fachada e cobertura, com pd mais alto (4m).
As fachadas norte e sul configuram-se como “muro-cortina” contínuo, correspondendo à flexibilidade estrutural e de organização que se pretende no interior. Prevemos sombreamentos a sul, com estores de alumínio exteriores . Nos espaços com necessidades especiais de obscurecimento prevemos painéis opacos ou black-outs interiores . Estas fachadas terão como elemento dominante o vidro (parcialmente translúcido) com caixilharia em aço.
A fachada para a rua compõe-se por dois topos cegos integrados na irregularidade volumétrica da envolvente. Será revestida a placagem pedra grampeada ,. Pretende-se desta forma também salientar o elemento caminho interior do lote, como elemento principal.
A imagem da “ilha proletária como base do tecido urbano” desta área da cidade construiu referência para a composição geral. A inclusão de uma chaminé em tijolo, junto ao pátio dos lixos pretende evocar essa memória industrial do lugar.
A imagem que pretendemos para o edifício remete para o carácter industrial, anónimo, sem elementos expression, que se deixam ao cuidado da produção das obras de arte
Materiais, manutenção, custos
Os materiais serão simples, económicos, duráveis, sustentáveis e de fácil manutenção. Pedra e betão aparente em pavimentos, revestimentos laváveis em paredes, tectos em betão aparente com infra-estruturas à vista, de modo a facilitar instalação, manutenção, reduzir custos e pé-direito.
Acreditamos que com estas opções, juntamente com a redução da área de cave, que o programa preliminar pressupõe, é possível cumprir os custos previstos a valores de mercado actuais (embora sempre sujeitos a oscilações ).
As instalações técnicas ficarão todas na cobertura, sem impacto visual exterior. A organização das plantas permite uma grande racionalidade na distribuição das infra-estruturas técnicas, logo no custo e eficiência das mesmas. Estão previstos diversos meios de minimização de custos energéticos , de água etc.
Arranjos exteriores.
Serão previstas áreas ajardinadas e arborizadas , dando continuidade ao “campus” existente. Os caminhos serão em materiais maioritariamente permeáveis de forma a garantir a área de permeabilidade prevista no PDM.
Todas as áreas da intervenção permitem acesso a mobilidade condicionada, bem como a veículos para cargas de descargas de materiais , lixos etc.
2026 / PT - Porto
Concurso (não construído)
Cliente: Universidade do Porto
Autoria: Nuno Graça Moura
Colaboração: Carlos Castro

Existente

Proposta




















Análise crítica aos pressupostos do programa preliminar
O caderno de encargos prevê a construção de um edifício de aproximadamente 8100m2 de construção, escala complexa para o lugar em questão.
Colocam-se os seguintes problemas:
A ) excesso de volumetria prevista! Torna-se particularmente evidente na zona de menor escala envolvente (a norte).
B ) excesso de construção em cave! Custos irrealistas de construção a prever as caves todas do programa no tipo de solo existente.
C ) dificuldades de organização do programa na “massa” de construção prevista! igualmente dificuldade de iluminação de espaços.
D ) conservar a casa existente com a área geral prevista, põe problemas de escala com as construções novas e adjacentes a uma escala desadequada. a casa pressupõe também a sua continuidade exterior em jardins , que compromete completamente a organização do restante programa e escala das construções;
E ) programa previsto para a casa não cabe ! e obriga sempre à demolição / reconfiguração interior, pervertendo o espírito da sua conservação.
F ) casa existente não tem especial valor patrimonial, arquitectónico, de memória ou outro ; apresenta aspectos construtivos mal resolvidos (ex relação da fachada com cobertura) ; É também um elemento urbano dissonante do plano do séc XIX desta área. Custos de reconstrução elevados.
Proposta de alteração de programa preliminar (recuperação da construção existente)
Atendendo aos pontos referidos em 1., nomeadamente a sugestão de conservação da casa existente, propomos que tal sugestão seja desconsiderada. Acreditamos que as razões são claras e objectivas, não vendo, portanto, vantagem da conservação da mesma.
O novo edifício, pela sua dimensão e programa, passa a ser o principal do conjunto da escola e deve aparecer como tal.
Volumetria e implantação
Em função dos pontos anteriores propomos :
A ) prever o atravessamento geral a todo o complexo de edifício, permitindo a ligação entre o largo da Rua Barão de São Cosme e a Avenida Rodrigues de Freitas, situação urbana particularmente interessante e funcional
B) construção de um pequeno edifício de colmatação de uma empena do edifício mais recente do complexo das Belas Artes.C) construção de um grande edifício que alberga todo o restante programa na zona mais a sul (local da actual casa e jardins). A escala deste adapta-se melhor à dos edifícios envolventes, do que se for construído mais a norte, como previsto no programa preliminar.D) redução máxima da área de construção prevista em cave, desadequada ao programa, geologia do terreno e custos de construção. Consegue-se desta forma também maximizar significativamente as áreas de iluminação directa interior.E) As construções propostas afastam-se das existentes de modo a facilitar a execução, evitar a complexidade de caves encostadas a construções vizinhas e reduzir significativamente custos de obra.F) restante área para jardins de forma a diluir a escala dos vários edifícios na envolvente e permitir espaços de fruição e ligação entre as partes do “campus”. O jardim a norte estende-se em profundidade visual, na continuidade dos logradouros adjacentes.
Distribuição programática / circulações /ligação ao “campus” actual
O programa cumpre integralmente a organização funcional prevista no programa preliminar. Como mencionado prevemos dois edifícios:
a ) edifício de que no canto norte a rematar a empena existente, onde se situará o centro de investigação. Este edifício é concebido por forma a permitir a possibilidade de ligação interior em todos os pisos novos ao edifício existente.
b) edifício geral com todo o restante programa.
A entrada faz-se junto à rua , pelo percurso que percorre todo o campus. Prevê-se uma segunda entrada alternativa (prevendo autonomia funcional) para a galeria de exposições e a biblioteca.
O átrio atravessa transversalmente o edifício e dá acesso às principais partes do programa: biblioteca, sala de exposições, sala da colecção da FBAUP (com particular destaque) e aos espaços de trabalho da escola.
O interior é organizado por um corredor central e estrutura independente em betão, que permite maior flexibilidade de organização de espaços. Este corredor é servido por duas escadas e ascensores, a que se acrescenta um monta-cargas para acesso à colecção e à “Black-box”
Piso de entrada situam- se as áreas de técnicas de impressão, no piso superior as áreas de trabalho de pedra , mosaico, cerâmica e vidro (com acesso directo ao exterior), no seguinte prototipagem, oficinas de fundição. As áreas de vídeo, som, animação, ocupam os dois pisos superiores. A estes junta-se, no piso superior a maior sala, a de desenho, com luz de norte pela fachada e cobertura, com pd mais alto (4m).
As fachadas norte e sul configuram-se como “muro-cortina” contínuo, correspondendo à flexibilidade estrutural e de organização que se pretende no interior. Prevemos sombreamentos a sul, com estores de alumínio exteriores . Nos espaços com necessidades especiais de obscurecimento prevemos painéis opacos ou black-outs interiores . Estas fachadas terão como elemento dominante o vidro (parcialmente translúcido) com caixilharia em aço.
A fachada para a rua compõe-se por dois topos cegos integrados na irregularidade volumétrica da envolvente. Será revestida a placagem pedra grampeada ,. Pretende-se desta forma também salientar o elemento caminho interior do lote, como elemento principal.
A imagem da “ilha proletária como base do tecido urbano” desta área da cidade construiu referência para a composição geral. A inclusão de uma chaminé em tijolo, junto ao pátio dos lixos pretende evocar essa memória industrial do lugar.
A imagem que pretendemos para o edifício remete para o carácter industrial, anónimo, sem elementos expression, que se deixam ao cuidado da produção das obras de arte
Materiais, manutenção, custos
Os materiais serão simples, económicos, duráveis, sustentáveis e de fácil manutenção. Pedra e betão aparente em pavimentos, revestimentos laváveis em paredes, tectos em betão aparente com infra-estruturas à vista, de modo a facilitar instalação, manutenção, reduzir custos e pé-direito.
Acreditamos que com estas opções, juntamente com a redução da área de cave, que o programa preliminar pressupõe, é possível cumprir os custos previstos a valores de mercado actuais (embora sempre sujeitos a oscilações ).
As instalações técnicas ficarão todas na cobertura, sem impacto visual exterior. A organização das plantas permite uma grande racionalidade na distribuição das infra-estruturas técnicas, logo no custo e eficiência das mesmas. Estão previstos diversos meios de minimização de custos energéticos , de água etc.
Arranjos exteriores.
Serão previstas áreas ajardinadas e arborizadas , dando continuidade ao “campus” existente. Os caminhos serão em materiais maioritariamente permeáveis de forma a garantir a área de permeabilidade prevista no PDM.
Todas as áreas da intervenção permitem acesso a mobilidade condicionada, bem como a veículos para cargas de descargas de materiais , lixos etc.
© Nuno Graça Moura